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Winning
Eleven 8 International |
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05/02/2005 |
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"Apesar da adição da presença do árbitro em
campo, os jogadores não estão nada
intimidados..." |
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A série
"Winning Eleven" começou humilde no Japão e
foi lançada com o título de "Goal Storm" nos
EUA em 1996. Muitos anos depois, ela finalmente voltou a
aparecer do nosso lado do globo e surpreendeu todos os
jogadores que estavam acostumados com "FIFA", da
concorrente Electronic Arts. Com uma jogabilidade mais
precisa, um equilíbrio gostoso entre arcade e simulação
e uma jogabilidade inigualável, não demorou para a série
se tornar a favorita dos aficcionados por futebol.
Cada vez mais real
A oitava versão de "Winning Eleven" mostra quem
é que manda no mundo da bola. As jogadas foram todas
reinterpretadas, recebendo novas animações e
possibilidades que juntam direitinho à nova inteligência
artificial, que organiza o time de acordo com sua instância
na partida. Ou seja, se estiver atacando mais pode esperar
encontrar zagueiros subindo e, caso esteja na zaga, não
estranhe se achar algum de seus atacantes ajudando a
defesa.
Para o técnico mais fanático, as opções de
posicionamento, estratégia e jogadas ensaiadas foram
ampliadas. É possível deixar o time jogando do jeito que
você quiser e até contar com algum companheiro na hora
de cobrar faltas - nada melhor para surpreender o adversário.
Os lançamentos também receberam um tratamento especial e
agora se assemelham bem mais à realidade, ao contrário
das bolas aéreas fracas da versão anterior. Outra coisa
que também agrada muito é a volta da possibilidade de se
driblar livremente, já que os jogadores mais habilidososo
estão muito mais rápidos e costumam driblar muito bem, o
que gera um contraste ainda maior com os forçudos
zagueiros e os craques de classe, como Zidane e Beckham.
Alguns tropeços
O game não é isento de falhas, mas nenhuma delas chega a
atrapalhar uma partida. Os goleiros ainda levam gols bobos
por cobertura, a zaga bate cabeça com enfiadas de bola e
o juiz costuma errar laterais, impedimentos e vantagens.
Felizmente, ele não erra tanto como na versão anterior,
o que já é uma grande evolução (e diminui os palavrões
vociferados pelos jogadores).
Apesar da adição da presença do árbitro em campo
durante a ação, os jogadores não estão nada
intimidados: fazem faltas sem parar e algumas até mais
agressivas do que as antigas, com animações que chegam a
impressionar o espectador.
Todas as opções de customização estão aqui e é
simples bolar um time só com seus amigos. São infinitas
possibilidades para a criação de uniformes, caras e
corpos - elemento que dá uma sobrevida espetacular ao
game, junto do modo Master League. Nesta tradicional
modalidade da série foram adicionadas vários elementos
inéditos, como os treinos fora de temporada, o
envelhecimento e aprimoramento do jogador que resultam em
craques e boleiros se despedindo da carreira. O sistema de
negociações continua excelente e fazer o papel de técnico
e jogador é ainda mais essencial nessa temporada.
Faltou domínio de bola
Em termos de controle, no PC as coisas são muito piores
do que se poderia esperar. É difícil demais se
concentrar em tantos botões em um jogo que exija tanta
velocidade. É muito fácil confundir e fazer besteiras
com a bola, o que pode irritar ao jogador menos paciente.
Só vale a pena para quem não tem consoles ou alguém com
um Joystick com pelo menos oito botões.
Se você ainda não experimentou "Winning
Eleven", está mais do que na hora. O único jogo de
futebol que, mesmo sem todas as licenças oficiais,
consegue bater "FIFA" merece sua atenção. Quem
já conhece pode continuar apostando nela, já que a
oitava versão só melhora o que todas as outras já
consolidaram.
Autor:
Luiz Paulo
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